Do ser poético
- Rafaela G.

- 6 de ago. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de set. de 2020
Tu és um perfeito ser poético; jamais poderia lhe dar um verso roubado que jamais chegaria aos pés de sua essência. Portanto é meu trabalho tentar lhe tecer prosas poéticas para momentos oportunos.
Teus olhos são oceanos profundos e misteriosos nos quais adentraria e me afogaria para que em tua memória jamais se perdesse minha imagem; se teus olhos transbordassem indagaria sobre um grão de sal caído no mar.
Teu sorriso é o motivo do sol se levantar todas as manhãs somente para invejá-lo e que a lua o agradeça todas as noites com um suave beijo.
Quando nossos corpos estão próximos sinto certo desconcerto e quando nos afastamos, como Florbela Espanca grito o teu nome, rouca, como um apelo sincero para que jamais se vá.
Tens um poder sobre minha escrita que é inimaginável, em tudo que escrevo tua presença é explicitamente notável, cala-me fazendo com que somente pela escrita consiga dizer tudo o que sinto em meu sumo.
Ao ver-te pela primeira vez, minha visão tornou-se levemente turva e sua imagem belamente incomum foi a confirmação de que havia visto o homem mais lindo do mundo; o perfeito reflexo do que há em teu "eu" interior.
Com teu olhar em direção a mim, minhas pernas ficaram bambas, minhas bochechas extremamente coradas e, finalmente, senti a presença de hélices em minhas entranhas.
No calor dos teus braços consegui me encontrar em ti, senti-me completamente segura e pude sentir teu doce perfume.
Não sei o que ocorrerá entre nós no futuro, talvez apenas carnalmente ou até mesmo haja a união por motivos metafísicos.
Pego-me sempre indagando e imaginando sobre seus beijos, se são realmente como os céus do Oriente, quentes como brasa.
Seria bom se meu coração dissesse o quanto de amargura sofri por sua ausência e o quanto almejei por teu retorno.



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